Você assume uma carteira com 200, 300, às vezes 400 empresas (ou até muito mais que isso). Te dão sistema, senha, um crachá novo e uma meta. O que não te dão é um método para saber por onde começar.
Na primeira semana você abre a lista de CNPJs e percebe que não conhece nada dos clientes. Na segunda você visita aqueles que te fizeram alguma demanda, porque é mais fácil. Na terceira você está tão atolado de serviço que os potenciais ficam para a próxima semana. Mas a próxima semana nunca chega.
Passam três meses. Você bate meta em um, fica abaixo em dois. Seu gestor pergunta o que está faltando. Você não consegue responder com precisão porque, no fundo, nunca teve um mapa de onde está o potencial real da carteira.
Enquanto isso, o cliente que deveria ser o seu maior gerador de resultado está recebendo visita do concorrente. Não porque o concorrente é melhor. Porque o concorrente chegou primeiro que você.
O problema não é a carteira e nem você. É que ninguém ensina como trabalhar uma carteira PJ de verdade. A universidade não ensina, o banco não ensina. O gestor, que também aprendeu na raça, não ensina. Eles não te ensinam, mas pode ter certeza que eles te cobram!
Esse vácuo tem um custo. Ele aparece na meta que não bate, na promoção que não vem, na carteira que poderia gerar o dobro e ainda está no mesmo patamar de dois anos atrás. E claro, na PPR que não chega ou vem muito menor do que deveria...